Voltando às aulas: Indie Selects para agosto de 2025
Voltando às aulas: Indie Selects para agosto de 2025
Toda quarta-feira, mergulhe no Indie Select Hub, sua porta de entrada para uma coleção de jogos indie novos e selecionados, além de quatro destaques temáticos que mudam semanalmente! Você sempre pode encontrar este hub de coleção na Xbox Store e em Xbox.com/IndieSelects.
O Indie Selects está de volta para mais um mês e, em homenagem a volta das aulas após férias escolares, temos o prazer de informar que a (absolutamente real) Escola de Jogadores Independentes ID@Xbox preparou um currículo de jogos indie que vai proporcionar a você uma formação em novas ideias, mecânicas avançadas e “se divertir pra valer”.
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Aqui estão as disciplinas que achamos que você deve frequentar este mês:
- Plataformas, Ninjas e Você com Ninja Gaiden: Ragebound
- Saque e Tiro Interpretativo com Wildgate
- A Política de Sacudir Ratos com, bem, Ratshaker
- Adrenalina básica com Killing Floor 3
- Teoria da Arquitetura Ilusória com Monument Valley 3
- Comunicação e Coordenação Avançadas com Ready or Not
Aqui está mais sobre o que temos para você este mês (sem ordem específica):

Demon Mann: do estúdio por trás da série Blasphemous, Ninja Gaiden: Ragebound é um novo jogo de plataforma 2D de ação que serve meio que um quase sequência de Ninja Gaiden (NES), trazendo todo o polimento moderno-retrô pelo qual a publisher Dotemu (Streets of Rage 4, Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge) se tornou conhecida.
Os jogadores controlam Kenji, um estudante de Ryu Hayabusa (protagonista principal da franquia, ex-armadura do Halo 3), que se fundiu com um ninja rival, Kumori, para combater uma invasão demoníaca… e talvez a CIA.
Se você está se perguntando se o jogo consegue capturar a dificuldade gratificante do Ninja Gaiden clássico, bom, o jogo se chama “Ragebound” (“furioso” em uma tradução livre) por um motivo (por favor, não revire os olhos). É difícil, mas recompensador.
Uma combinação de narrativa envolvente e mecânicas de jogo satisfatórias me ajudaram a relevar as horas que acumulei enfrentando o mesmo chefe ou navegando pelo design de fases implacável.
O foco no domínio do combate e na habilidade sempre foi uma marca registrada da série moderna, enquanto o aspecto de plataforma preciso, o reconhecimento de padrões e, para ser sincero, a posição dos inimigos – muitas vezes punitiva – estão presentes desde o primeiro jogo no Nintendinho.
O estúdio The Game Kitchen fez um excelente trabalho ao unir as duas eras de Ninja Gaiden – aproveitando uma fórmula 2D clássica e refinada como base, ao mesmo tempo que entrelaça a complexidade do combate das versões mais recentes.
Mas não se desanime com a promessa de dificuldade – Ragebound faz um ótimo trabalho ao introduzir novos jogadores, e a curva de dificuldade é bastante suave entre os atos. Não parece repentina, apressada ou inesperada, e, ao contrário, combinou bem com a narrativa.
As coisas ficavam mais difíceis à medida que a situação de Kenji piorava, o que fazia sentido, então eu realmente não podia ficar bravo (mesmo que às vezes eu ficasse). Independentemente do que esse jogo me fez passar, não consegui largar – recomendo para quem gosta de ação e gameplay à moda antiga, para fãs da franquia… ou simplesmente para quem curte ninjas.

Ryamond Estrada: Wildgate é um shooter de extração PvPvE em equipes que joga os jogadores no caos do espaço profundo, misturando batalhas de naves de alto risco com combates intensos entre tripulantes em espaços fechados.
Cada partida conta com 20 piratas espaciais chamados Prospectors, divididos em esquadrões de quatro. A missão? Mergulhar no espaço, invadir masmorras PvE em busca de saques, aprimorar sua nave, superar as equipes rivais, garantir o artefato misterioso e fugir pelo Wildgate. O jogo traz uma variedade de armas e habilidades, perigos ambientais letais e, claro, recompensas que valem a luta. Se você já se perguntou como seria se Sea of Thieves e Overwatch tivessem um filho, é isso aqui.
Desde a primeira partida, fica claro para mim que Wildgate não é uma experiência multiplayer comum. Coordenação por chat de voz não é só útil, é essencial. Você e sua equipe vão pular de asteroide em asteroide, saqueando diferentes locais em busca de saques, upgrades e o artefato cobiçado por todos. Ou seja, quanto mais rápido entrar e sair, menor a chance de cair em uma emboscada inesperada.
Mas sair correndo atirando é só metade da batalha, porque sua equipe também vai precisar coordenar a pilotagem da nave, realizar reparos e invadir naves rivais. Com o time certo, poucas coisas são mais satisfatórias do que embarcar numa nave inimiga, vasculhá-la por completo e escapar numa fuga ousada.
Mas também já estive em esquadrões que eram ou assustadoramente silenciosos ou barulhentos e caóticos – ambos podem tornar a experiência estressante ou, pior, nos transformar em alvo fácil para equipes mais organizadas. Aqui, é fundamental encontrar uma equipe.
A personalização em Wildgate é impressionante e muito bem pensada. Cada personagem que você pode escolher, chamados de Prospectors, tem características únicas, equipamentos específicos e uma habilidade especial capaz de mudar o rumo de uma partida.
As características podem incluir não precisar respirar, se curar enquanto está a bordo da nave, enxergar através de paredes ou atravessar o casco inimigo com um soco, tudo isso possibilitando encontros memoráveis e imprevisíveis com outras equipes. O mesmo vale para as armas, equipamentos e naves desbloqueáveis, que oferecem muito espaço para builds criativos e oportunidades de min-max.
O design de Wildgate é cheio de camadas e surpreendentemente polido, mas ainda assim dá a sensação de estar em seus estágios iniciais – há muito espaço para crescer daqui pra frente. Com a chegada de mais conteúdo, ele tem tudo para se destacar no competitivo gênero de extraction shooter. Se você já é fã do estilo, precisa colocar esse jogo na sua lista – e se está chegando agora, monte uma equipe e embarque.

Steven Allen: ainda me lembro da primeira vez que joguei o Killing Floor original – as recargas frenéticas, o silêncio assustador antes de uma onda, e o puro pânico quando um Scrake virava a esquina.
Killing Floor 2 elevou tudo: armas melhores, batalhas mais sangrentas e uma trilha sonora incrível que fazia cada luta parecer um show de metal em meio a uma zona de guerra. Então, quando Killing Floor 3 foi lançado, não hesitei. Eu já estava em casa.
Desenvolvido pela Tripwire Interactive, Killing Floor 3 é um FPS cooperativo que joga você e seu time no coração de um pesadelo de ficção científica. Você vai enfrentar ondas implacáveis de Zeds – monstros geneticamente modificados que são mais rápidos, mais cruéis e, de alguma forma, ainda mais feios do que antes.
O combate é intenso e satisfatório, os mapas são envoltos em neon e tensão, e o ritmo mantém você sempre alerta.
É tudo aquilo que os fãs de longa data adoram, só que mais afiado. A atmosfera parece como se Doom e Aliens tivessem tido um filho, criado em um bunker iluminado por luzes estroboscópicas e embebido em adrenalina.
Passei horas aperfeiçoando meu equipamento, gritando “Me cobre, estou recarregando!” com uma bravata de herói de ação totalmente desnecessária, e rindo com amigos enquanto mal sobrevivíamos à décima onda.
A Tripwire Interactive sabe exatamente o que faz essa franquia funcionar – e entregou um terceiro capítulo tão brutal quanto brilhante. Se você acompanha a série desde o início, Killing Floor 3 parece uma carta de amor ao caos com o qual crescemos – só que mais alto, mais rápido e, de algum jeito, ainda mais divertido.
E se você é um novato? Bem-vindo à festa. Só não esqueça de curar seus companheiros de equipe. Ou pelo menos finja que tentou.

Raymond Strada: Monument Valley 3, o mais novo capítulo da aclamada série de quebra-cabeças, chegou ao Xbox. Reconhecida por sua jogabilidade serena e visualmente cativante, a série desafia os jogadores com enigmas inteligentes enquanto os mergulha em ambientes artísticos e impressionantes.
Com perspectivas fixas, estética inspirada na cultura persa e arquitetura hipnotizante no estilo Escher, esse novo capítulo continua oferecendo uma experiência relaxante e estimulante, tão bonita quanto desafiadora para o cérebro.
É novo na série? Sem problemas! Embora Monument Valley 3 siga os passos dos jogos anteriores, ele conta uma história totalmente independente. Com diálogo e texto mínimos, o jogo aposta na narrativa visual sutil por meio de movimento, animação e atmosfera para transmitir seus temas.
O ponto central da trama é que o mundo está desmoronando, a água está subindo, e você precisa encontrar um jeito de restaurar a luz ao mundo enquanto navega por quebra-cabeças arquitetônicos.
Após a introdução, você se verá guiando a protagonista, Noor, até a saída de cada área, movendo partes do ambiente – a arquitetura dobrando a realidade através de ilusões de ótica. Estruturas que cruzam um eixo às vezes se fundem, mudando a configuração do ambiente apenas ao alterar a perspectiva.
Em certos momentos, parece que você está resolvendo um daqueles pôsteres de ilusão de ótica – encontrar o caminho oculto faz seus olhos trabalharem dobrado.
A dificuldade dos quebra-cabeças em Monument Valley 3 aumenta de forma equilibrada. Os primeiros níveis apresentam suavemente as mecânicas de mudança de perspectiva, características da série, antes de trazer desafios cada vez mais intrincados, que vão fazer você analisar cada detalhe em busca de pistas.
Um destaque dessa edição é a adição de um barco, que você pode pilotar sobre águas que continuam subindo. Essa mecânica traz uma camada nova de complexidade, especialmente em enigmas que exigem coordenar movimentos entre múltiplas áreas para avançar.
Monument Valley 3 é um belíssimo quebra-cabeça “de bolso”, muito agradável enquanto dura. Recomendo para quem gosta de puzzles calmos e serenos, mas não se frustra quando a resposta está literalmente diante dos olhos.

Steven Allen: de vez em quando, aparece um jogo que desafia descrições fáceis. RatShaker é um desses. É curto, estranho e diferente de tudo que já joguei no Xbox, e é justamente por isso que ficou na minha memória.
Não é o tipo de jogo em que você fica subindo de nível ou correndo atrás de recompensas. Em vez disso, RatShaker te convida a desacelerar, abraçar o absurdo e se deixar levar por uma experiência que parece mais um experimento do que uma aventura tradicional. Os controles são simples, o ritmo é deliberado, e ainda assim o efeito é estranhamente envolvente.
Este é um jogo para quem aprecia o que foge ao convencional. Se você gosta de títulos como What Remains of Edith Finch, The Stanley Parable ou Don’t Touch Anything, provavelmente vai achar RatShaker intrigante. É perfeito para quem valoriza atmosfera, design experimental e jogos que te fazem pensar (ou se contorcer).
Se eu tivesse que definir, diria que RatShaker é uma experiência narrativa surreal com elementos de comédia psicológica. Ele mistura narrativa interativa com humor absurdo e um toque de tensão estranha – imagine um walking simulator misturado com uma performance artística.
O que mais me impressionou foi como RatShaker equilibra seu humor e sua tensão. Nunca parece que está tentando ser um grande sucesso ou agradar multidões – em vez disso, o jogo abraça totalmente sua própria identidade.
Você é convidado a participar, rir, ficar desconfortável e, acima de tudo, vivenciar algo que provavelmente não esperava ao apertar start. É o tipo de jogo que eu recomendo não porque é “divertido” no sentido convencional, mas porque é memorável.
Você termina RatShaker em uma sentada. Leva cerca de 1 a 2 horas, dependendo de quanto você explora ou demora. Ele foi feito para ser breve, mas marcante. Talvez você termine RatShaker em uma noite, mas provavelmente vai ficar pensando nele no dia seguinte, se perguntando como uma ideia tão simples conseguiu mexer tanto com você de forma tão brincalhona.
Se você procura algo diferente, algo que não dá para comparar com mais nada, RatShaker não vai sair facilmente da sua cabeça depois que acabar.

Steven Allen: desenvolvido pela Void Interactive, Ready or Not é um jogo de tiro em primeira pessoa cooperativo que coloca você na pele de um policial da SWAT chamado quando as coisas vão de mal a pior. Resgate de reféns. Suspeitos barricados. Ameaças ativas.
A tensão é constante, mas o jogo torna tudo emocionante, não sufocante. Você não precisa memorizar jargões militares nem dominar controles complexos. Só pegar o equipamento, confiar na equipe e tentar não se cegar com uma granada de luz (de novo).
Tudo começou com um plano simples: entrar online, jogar algumas partidas e talvez não passar vergonha. Eu tinha ouvido que Ready or Not era intenso, mas pensei, quão difícil poderia ser? Então veio a missão.
Uma casa suburbana tranquila. O relatório dizia: “situação de reféns.” Meu cérebro só pensava: “não estrague tudo.” Nos posicionamos na porta, granadas de luz prontas, corações acelerados. Dois andares limpos. Uma sala restante. O corredor estava silencioso, silencioso demais. As luzes piscavam. Um suspeito gritava atrás da porta trancada. Minha equipe esperava meu sinal. Assenti. Arrombamento. Luz. Caos. Vitória. Soco de comemoração. Desde então, passei inúmeras noites rindo, aprendendo e, aos poucos, dominando a arte de limpar cômodos sem gritar “limpo!” em corredores vazios. Tem a tensão de Rainbow Six Siege, mas com mais espaço para respirar e um ritmo mais lento e deliberado. Ready or Not não pergunta se você está preparado, ele te cerca de silêncio, pressão e aquele tipo de intensidade que faz você se inclinar para frente. E, quando você entra, não vai querer sair
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