Seguindo uma pista: como Mouse: P.I. for Hire liga um mistério de desenho pastelão a uma das surpresas de jogos do ano

Seguindo uma pista: como Mouse: P.I. for Hire liga um mistério de desenho pastelão a uma das surpresas de jogos do ano

Imagem do jogo Mouse P.I for Hire

Resumo

  • Assumimos o papel do principal detetive de Mouse: P.I. for Hire, Jack Pepper, e tentamos desvendar um caso misterioso.
  • Mouse: P.I. for Hire traz influências de shooters clássicos, thrillers noir e violência de desenhos animados para criar uma experiência de jogo única.
  • Mouse: P.I. for Hire está previsto para chegar em 16 de abril para Xbox Series X|S.

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É realmente impressionante quantos elementos os desenvolvedores da Fumi Games estão colocando no aguardado Mouse: P.I. for Hire.

O jogo mistura um shooter à moda antiga dentro de um thriller noir em preto e branco, com uma dose de violência de desenho animado, uma trilha sonora contagiante de big band e muita animação feita à mão em um mundo dominado por ratos e camundongos. Sim, é muita coisa.

Mesmo assim, com tudo que tivemos a oportunidade de jogar durante um recente prévia, tudo parece funcionar. E funciona muito bem, na verdade.

Mouse: P.I. for Hire coloca você na pele de um detetive particular chamado Jack Pepper, que não só entende muito de investigação, como também tem uma habilidade surpreendente para usar diferentes armas e derrotar criminosos. Na nossa experiência, a missão era encontrar um laboratório secreto escondido nas colinas fora da cidade, onde talvez estivesse o paradeiro de um mágico local desaparecido, Steve Bandel.

Nossa demonstração começou com a gente seguindo por uma trilha de terra ao lado da estrada — não demorou muito para que alguns cultistas bizarros aparecessem e fôssemos jogados na parte “atire primeiro, pergunte depois” do trabalho investigativo de Pepper.

Depois que os inimigos foram derrotados, seguimos pela trilha até encontrar um elevador secreto, disfarçado de banheiro externo, que nos levou ao laboratório subterrâneo.

O combate tem uma vibe distinta de shooter em primeira pessoa clássico, na maneira como Pepper se movimenta pelos cenários, sempre com uma arma visível no canto inferior direito da tela.

Esses cultistas inimigos, vestidos com túnicas ameaçadoras e armados com vários tipos de armas, aparecem em ondas, e não diria que são exatamente os capangas mais inteligentes do mundo. Isso não é um problema para mim, já que posso abordar os combates do meu jeito, experimentando o arsenal de Pepper e desviando dos tiros pressionando o botão analógico direito.

A escolha das minhas armas é simples (pistola, espingarda, etc.), mas muito divertida de usar, acessível tanto por uma roda radial ao segurar o botão Y, quanto selecionando duas armas principais para alternar rapidamente com um toque no Y.

Gostei desse sistema — em vez de transformar o botão em uma rotação infinita de armamentos, posso focar em duas armas para resolver a maioria das situações.

Durante a maior parte da minha jogada, mantive a Boomstick (espingarda) à mão, já que ela causa muito dano e ajuda a eliminar as ondas de inimigos.

Às vezes alternava entre outras duas: James Gun (uma metralhadora tipo tommy gun) e a Devarnisher, que aparece mais tarde na fase. Essa arma cobre os inimigos de terebintina (afinal, todos são desenhos animados, entendeu?) e causa um dano semelhante ao ácido, com ótimo efeito.

As reações dos inimigos ao serem atacados com essas armas eram cômicas e sangrentas, com cabeças sendo arrancadas e sangue preto de desenho animado jorrando de seus pescoços, adicionando um toque de maturidade à ação e ao universo — apesar do visual cartunesco, este jogo não é para crianças.

Também gostei dos pequenos detalhes — por exemplo, cada eliminação de personagem parecia ser distinta dependendo da arma utilizada. Se eu disparasse com a James Gun, via os inimigos girarem e caírem sem vida; já com a Devarnisher, eles gritavam de dor e se dissolviam, deixando apenas um esqueleto em pé por alguns instantes antes de desabar.

Estrategicamente, se eu continuasse em movimento, conseguia passar pela maioria desses encontros sem sofrer danos. Também houve algumas batalhas contra chefes desafiadores — robôs com aparência de rato — nas quais era obrigatório desviar, pular e acertar tiros no tempo certo para vencer.

E não é só a parte de tiro que traz desafio aqui. Também há diversos puzzles de plataforma e de interruptores elétricos para resolver — a habilidade de duplo pulo do Pepper foi muito útil nessas situações. Em alguns casos, atirar em um barril explosivo ao lado de uma parede podia revelar um caminho para a próxima área.

Sinto que Mouse P.I. For Hire não está tentando reinventar o gênero de tiro aqui — o jogo aposta no que é familiar justamente para permitir que seu visual único, misturando noir com vaudeville e a estética de desenho animado estilo “rubber hose”, brilhe ainda mais. Também gostei do fato de todos os personagens apresentados serem em 2D, uma homenagem aos clássicos shooters 3D como DOOM e Wolfenstein 3D.

Os frascos de vida também pareciam abundantes nesta demonstração — sempre havia uma garrafinha com rótulo de coração por perto para recuperar um pouco de energia quando necessário.

E isso foi só uma pequena amostra comparado ao jogo completo, então estou curioso para ver como os puzzles e encontros com inimigos podem ficar mais desafiadores nas partes avançadas — e quais outras armas únicas estarão disponíveis para usarmos também.

Gostei ainda das situações em que foi preciso usar a habilidade de arrombar fechaduras com o “tail pick”, que funciona basicamente como um clássico jogo da cobrinha, em que é preciso guiar o rabo do personagem para pressionar todos os pinos da fechadura. É uma mecânica diferente que destaca ainda mais o lado “rato” do jogo — claro que eu usaria meu rabo para arrombar uma fechadura, se fosse um rato!

Uma coisa que gostaria de entender melhor com mais tempo de jogo é como o trabalho de detetive se encaixa em tudo isso. Por enquanto, foi fácil encontrar pistas e avançar na demonstração. Mas e se eu perder uma pista, como isso afeta a experiência? De que forma ser um detetive reforça as outras habilidades que posso aprimorar mais tarde no jogo? Fico curioso para saber…

No geral, acho que essa foi uma boa introdução do que essa mistura cômica de tiroteio e solução de puzzles promete em Mouse P.I. For Hire. Mas o que realmente me deixou intrigado foi o final da demo.

Assim que o caso foi resolvido, dirigimos por um mapa de mundo aberto até nosso próximo destino. Muitas áreas estavam bloqueadas nesta demonstração, mas já dava para ter uma ideia do quanto a exploração pode crescer no jogo.

Assim que descemos do carro, pudemos andar pelas ruas de Mouseburg – ver tantos outros ratos circulando foi um detalhe legal, dando vida ao quarteirão da cidade. Também foi possível interagir com o bartender local, John Brown, que administra o pub Little Big; Wanda Fuller, uma repórter da cidade em busca do próximo furo das investigações de Pepper; e Tammy Tumbler, que cuida da oficina Tammy’s Workshop, onde é possível aprimorar suas armas na bancada B.A.N.G.

A variedade de melhorias aqui é impressionante, e estou animado para me aprofundar mais nesse recurso no lançamento completo — a bancada de trabalho aparece mais como um teaser no final da demo —, mas ler sobre modos de disparo alternativo para alguns dos meus favoritos, como o Devarnisher, que pode disparar uma gosma explosiva e pegajosa, ou um tiro carregado para a Boomstick, dá indícios de um potencial ainda maior de destruição desenfreada para complementar um shooter que já é muito divertido.

Para encerrar, seguimos até o escritório do Pepper para interagir com seu mural do crime, onde as palavras “Missing Magician” estavam rabiscadas no quadro, acompanhadas de várias fotos conectadas por fios — exatamente como todo grande detetive faz.

Adicionamos nossas três novas pistas em forma de foto — The Cultists, Robo-Bettey e o Arrival Card — todas obtidas ao concluir a missão Secret Laboratory.

Tudo isso começa a levantar ainda mais perguntas sobre o mistério maior que está em andamento, já que fiquei realmente interessado em entender melhor como o mural do crime se conecta à estrutura geral das missões e como esse mistério mais amplo vai se desenrolar.

Até que ponto a exploração do mundo aberto vai retroalimentar tudo isso? E onde alguém consegue uma boa fatia de queijo nesta cidade? Felizmente, não teremos que esperar muito, já que Mouse P.I. For Hire está previsto para ser lançado em 16 de abril de 2026 para Xbox Series X|S.

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