Screenbound: compreendendo o inovador e desafiador jogo de “plataforma 5D”

Screenbound: compreendendo o inovador e desafiador jogo de “plataforma 5D”

Imagem do jogo Screenbound

Plataforma 2D ou plataforma 3D? Muitos têm uma preferência definida para essa questão que já dura décadas – mas Screenbound ousa perguntar: por que não ambos? É uma proposta aparentemente simples, mas jogar a demo do jogo na GDC mostra o quão complexo esse desafio foi para a desenvolvedora Cresent Moon Games.

Screenbound começa quando o personagem descobre um dispositivo misterioso chamado “Qboy”. Supostamente deixado para trás pela mãe, ele vem com um post-it escrito “Me encontre”. Ao ligá-lo, o personagem é transportado para um mundo típico de videogame: ilhas flutuantes, trilha sonora chiptune, moedas para coletar – tudo isso.

Exceto que, como jogador, você navega por esse mundo tanto em 2D quanto em 3D simultaneamente. A partir de uma perspectiva em primeira pessoa, você vê o mundo 3D completo ao seu redor, mas está sempre segurando o Qboy na parte inferior da tela, mostrando o mesmo nível como se fosse um clássico de plataforma 2D (ou 2,5D, se quisermos ser precisos).

Quando a demo começa, você rapidamente pega o jeito das coisas – explorando um colorido mundo 3D, desviando de obstáculos, pulando plataformas, enfrentando inimigos e explorando, tudo isso enquanto descobre os segredos e a história que esse universo tem a oferecer.

Você nunca ficará perdido, pois sua visão em 2D te dá a noção mais clara do seu objetivo, e itens colecionáveis importantes ou caminhos que talvez não sejam visíveis na perspectiva 3D aparecem muito mais evidentes no mundo “achatado” em 2D.

A dificuldade realmente aumenta quando você precisa usar as duas perspectivas em conjunto. Alguns itens podem estar visíveis apenas na versão 2D do mundo, enquanto certos obstáculos aparecem somente em 3D (ou o contrário) – você vai precisar alternar rapidamente o olhar e a atenção entre as duas visões o máximo possível.

Para alguns quebra-cabeças, será necessário usar as duas perspectivas – você pode ficar bloqueado no progresso em 3D, descobrindo que a solução está no 2D. Isso fica ainda mais interessante usando o seu fiel Qboy para unir os dois mundos no modo “Q-view”, mostrando os segredos do universo 2D no 3D para ajudar você a resolver desafios.

Às vezes, o jogo leva você totalmente para o 2D. Atrás de portas e dentro de consoles, você encontrará seções de plataforma que podem render moedas extras e desbloquear o caminho adiante no mundo 3D, enquanto também escondem alguns dos colecionáveis Qube que você precisa para liberar fases bônus. Existem até saídas secretas que podem levar você a partes totalmente novas do nível.

Já no primeiro mundo do jogo, novas armas, tipos de blocos, inimigos e outros elementos são apresentados em um ou nos dois pontos de vista, fazendo com que você aprenda novas regras rapidamente.

Mesmo nesses estágios iniciais do jogo, as possibilidades de até onde a Cresent Moon Games pode levar isso são de deixar tonto – ainda mais porque um trailer após o fim da demo sugere que este é apenas o “Cartucho 1”.

Conforme desbloqueamos novos cartuchos, parece que o próprio Screenbound começará a se transformar em estilos diferentes – adicionando novas formas de jogar enquanto presta homenagem aos títulos 2D que o inspiraram.

Combinar perspectivas já é algo impressionante – e há conteúdo de sobra aqui para imaginar um jogo inteiro de quebra-cabeças e plataformas de explodir a mente – mas combinar gêneros inteiros por cima disso pode tornar Screenbound ainda mais impressionante.

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